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segunda-feira, fevereiro 19, 2007

EXCESSOS E OBSESSÕES

É muito interessante e elucidativa de ler a entrevista que Rui Rio, Presidente da Câmara do Porto, deu ao caderno Pública da edição do PUBLICO de ontem, domingo.
O irónico título foi “ Luís Filipe Menezes quer governar Portugal...Rui Rio também não” ; e como sub-título, “ O desmancha prazeres”.

No PUBLICO de hoje, um pouco na sequência da entrevista, vem um curto comentário, dando Rui Rio em ascensão, e sobre o qual se escreve :

Pode-se dizer que é Rui Rio “vintage” . Ao longo da conversa que manteve com Paulo Moura sobre quem é e para onde vai, o presidente da Câmara do Porto foi igual a ele próprio: directo, franco e sem receio de dirigir críticas cortantes aos seus adversários reais ou virtuais.
Ame-se ou odeie-se, mas poucos políticos são frontais como Rio, mesmo nos seus excessos e obsessões


Não consigo perceber a que alude o jornalista ao referir “ os seus excessos e obsessões”.
Será ao “excesso/obsessão” revelado por Rui Rio na determinada indiferença com que lidou com aquela palhaçada da ocupação do Rivoli por “artistas” a quem cortou a colecta?
Será ao “excesso/obsessão” que revelou na distância que tomou relativamente aos poderes fácticos do futebol e de Pinto da Costa?.
Ou será ainda ao “excesso/obsessão” manifestado por não se colocar de cócoras perante o 4º poder, o poder fáctico dos media?

Se são ou foram estas, ou daquela natureza, diz-me a minha intuição que são e serão bem compreendidos e aplaudidos pela verdadeira opinião pública, possam embora não o ser pela opinião publicada.
O que possivelmente lhe valerá vir a ser premiado pelo juizo do eleitorado, no futuro, em sede das urnas eleitorais, quando o momento próprio chegar...
Como já uma vez referi, Rui Rio vai pouco a pouco tecendo a manta do poder com que um dia poderá desejar cobrir-se.
Pacientemente, qual Penélope esperando Ulisses...

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