segunda-feira, novembro 20, 2006
O QUE DIZIA VASCO...
Perante o frenesim de Marques Mendes nos últimos dias, ao apoucar de forma tão obsessiva e acrimoniosa o esforço reformista do actual governo, em resposta oblíqua ao que disse Cavaco Silva na entevista à SIC, vem à minha lembrança uma crónica de Vasco Puldo Valente no PUBLICO de há umas semanas, da qual transcrevo uma parte :
Quando o Governo tem a maioria absoluta, o chefe da oposição é sempre a personagem mais criticada da política portuguesa.
Não pelo Governo, evidentemente, ou pela Imprensa, mas pela gente do seu próprio lado.
(...)
(...) o incidente torna a demonstrar que em Portugal se confunde a oposição com a crítica, se possível espectacular, ao Governo. O próprio Marques Mendes não resiste em espalhar soundbytes sem espécie de significado ou de interesse.
O primeiro dever da oposição está em estudar e tornar pública a situação do País, por dura e triste que pareça.
O segundo dever está em definir uma estratégia geral de reforma ( se quiserem , uma “doutrina”).
E o terceiro em estabelecer e propor um plano de acção pormenorizado, sério e viável.
Reagir caso a caso ou apresentar uma ou outra “alternativa” não chega para fazer da oposição uma hipótese real de mudança.
Só serve para a transformar num depósito de descontentamento e a levar ao poder sem uma ideia na cabeça e uma dúzia de promessas falsas.
Como aliás costuma suceder.
(...)
Perante o frenesim de Marques Mendes nos últimos dias, ao apoucar de forma tão obsessiva e acrimoniosa o esforço reformista do actual governo, em resposta oblíqua ao que disse Cavaco Silva na entevista à SIC, vem à minha lembrança uma crónica de Vasco Puldo Valente no PUBLICO de há umas semanas, da qual transcrevo uma parte :
Quando o Governo tem a maioria absoluta, o chefe da oposição é sempre a personagem mais criticada da política portuguesa.
Não pelo Governo, evidentemente, ou pela Imprensa, mas pela gente do seu próprio lado.
(...)
(...) o incidente torna a demonstrar que em Portugal se confunde a oposição com a crítica, se possível espectacular, ao Governo. O próprio Marques Mendes não resiste em espalhar soundbytes sem espécie de significado ou de interesse.
O primeiro dever da oposição está em estudar e tornar pública a situação do País, por dura e triste que pareça.
O segundo dever está em definir uma estratégia geral de reforma ( se quiserem , uma “doutrina”).
E o terceiro em estabelecer e propor um plano de acção pormenorizado, sério e viável.
Reagir caso a caso ou apresentar uma ou outra “alternativa” não chega para fazer da oposição uma hipótese real de mudança.
Só serve para a transformar num depósito de descontentamento e a levar ao poder sem uma ideia na cabeça e uma dúzia de promessas falsas.
Como aliás costuma suceder.
(...)