Sábado, Julho 18, 2009
O REGRESSO À ESTACA ZERO E UM ESFORÇO CICLÓPICO
Foi o grande objectivo proclamado no programa de Sócrates - cumprir o Pacto de Estabilidade e reduzir o défice abaixo dos 3% do PIB, partindo dos 6% herdados de Santana Lopes.
Conseguiu-o efectivamente : foi de 2,6% em 2008, depois de muitos sacrrifícios e já instalada a crise.
Ironia : se é a "folga" nas contas que permite a primeira reacção à crise, as medidas para a combater já fizeram o défice disparar para 6% , no mínimo.
É o regresso à estaca zero, com a agravante de antes de 2011 não ser possível corrigi-lo.
(in EXPRESSO de hoje)
Há gente qualificada e isenta que avança com uma previsão de um défice entre os 7 e os 8% no ano corrente de 2009. A Suécia, que detem actualmente a presidência da União Europeia, já começa a falar em que, mal se recupere um pouco da crise, a nível europeu, se reponha o equilíbrio das contas dos estados membros o mais rápidamente possível. Para o conseguir, Portugal vai ter de fazer um esforço de contenção ciclópico. No governo central e também na administração local .
Senhores candidatos a Presidente da Câmara da Figueira da Foz : contem com isso nas vossa contas, nas vossas promessas, nos vossos "desejos e ambições" que quando acenados ao eleitorado geram expectativas e é como se fossem promessas, no estabelecimento do inequívoco ordenamento das vossas prioridades. Que esse sim, os eleitores gostariam de conhecer com clareza.
Sexta-feira, Julho 17, 2009
APOIOS
Ora aqui está um apoio que me faria reforçar ainda mais o meu apoio a Rui Rio, se acaso fosse eleitor votante no Porto.
A MODA DOS “PROVADORES”
A moda dos “provedores”, espalhada já por aí, por empresas, bancos e outras organizações, e de provedores sectoriais, parece querer chegar também à Figueira da Foz.
João Ataíde, o candidato do PS à Câmara , já fez saber que, se for eleito, irá criar um “provedor” municipal. Há quem aplauda e fique muito contente, por tal poder ser, ao que alegam, “um interlocutor entre os municipes e o executivo camarário”. À falta de melhores propostas, e em vez da definição clara de prioridades, teremos então a promessa de mais um “provedor”. Se não estou em erro, o candidato Duarte Silva adiantou promessa semelhante .
Para que raio servirá mais este cargo de âmbito municipal?. Não vislumbro, de todo. Provedores dos munícipes, cidadãos mandatados para fazerem a mediação entre municipes e o poder executivo municipal são, ou obviamente deveriam ser, os deputados da Assembleia Municipal e os próprios vereadores da Câmara Municipal, em particular os não executivos. É também para isso que eles foram eleitos e têm assento nesses orgãos autárquicos. Recordo-me que a Drª Natércia Crisanto, por exemplo. desempenhava por vezes esse papel com dedicação, bom senso, sabedoria e eficácia.
Imaginar e pretender que vai ser um chamado “gabinete de mediação” onde terá assento o tal “provedor do munícipe” que vai contribuir para que “nenhum Municipe “ se possa queixar que “ a Camara Municipal não lhe responde” demonstra, no mínimo, candura política.
De facto acontece frequentemente (com demasiada frequência na Figueira da Foz, infelizmente...) que os serviços municipais ou o executivo da Câmara Municipal não respondem aos munícipes, nem sequer a requerimentos ou perguntas dos próprios vereadores ou dos deputados municipais. O problema não está na falta de “mediação do provedor” . Resulta acima de tudo da falta de genuina cultura democrática e da preferência por uma “opacidade” na gestão municipal, por parte do executivo camarário. Ou até mesmo do contumaz incumprimento da lei ou das boas regras da gestão transparente.
Contra tal, não haverá “provedor” que valha. O que valerá sobretudo são a pertinaz insistência e a combatividade politica dos vereadores não executivos ou dos deputados municipais. Poderia valer, isso sim, o poder judicial, se este funcionasse de forma eficaz e expedita. Às vezes, vale a intervenção do quarto poder, o dos media. E talvez até, quem sabe, a intervenção do quinto poder . Não o deste prosaico blogue, obviamente, mas o da blogosfera em geral.
A moda dos “provedores”, espalhada já por aí, por empresas, bancos e outras organizações, e de provedores sectoriais, parece querer chegar também à Figueira da Foz.
João Ataíde, o candidato do PS à Câmara , já fez saber que, se for eleito, irá criar um “provedor” municipal. Há quem aplauda e fique muito contente, por tal poder ser, ao que alegam, “um interlocutor entre os municipes e o executivo camarário”. À falta de melhores propostas, e em vez da definição clara de prioridades, teremos então a promessa de mais um “provedor”. Se não estou em erro, o candidato Duarte Silva adiantou promessa semelhante .
Para que raio servirá mais este cargo de âmbito municipal?. Não vislumbro, de todo. Provedores dos munícipes, cidadãos mandatados para fazerem a mediação entre municipes e o poder executivo municipal são, ou obviamente deveriam ser, os deputados da Assembleia Municipal e os próprios vereadores da Câmara Municipal, em particular os não executivos. É também para isso que eles foram eleitos e têm assento nesses orgãos autárquicos. Recordo-me que a Drª Natércia Crisanto, por exemplo. desempenhava por vezes esse papel com dedicação, bom senso, sabedoria e eficácia.
Imaginar e pretender que vai ser um chamado “gabinete de mediação” onde terá assento o tal “provedor do munícipe” que vai contribuir para que “nenhum Municipe “ se possa queixar que “ a Camara Municipal não lhe responde” demonstra, no mínimo, candura política.
De facto acontece frequentemente (com demasiada frequência na Figueira da Foz, infelizmente...) que os serviços municipais ou o executivo da Câmara Municipal não respondem aos munícipes, nem sequer a requerimentos ou perguntas dos próprios vereadores ou dos deputados municipais. O problema não está na falta de “mediação do provedor” . Resulta acima de tudo da falta de genuina cultura democrática e da preferência por uma “opacidade” na gestão municipal, por parte do executivo camarário. Ou até mesmo do contumaz incumprimento da lei ou das boas regras da gestão transparente.
Contra tal, não haverá “provedor” que valha. O que valerá sobretudo são a pertinaz insistência e a combatividade politica dos vereadores não executivos ou dos deputados municipais. Poderia valer, isso sim, o poder judicial, se este funcionasse de forma eficaz e expedita. Às vezes, vale a intervenção do quarto poder, o dos media. E talvez até, quem sabe, a intervenção do quinto poder . Não o deste prosaico blogue, obviamente, mas o da blogosfera em geral.
UMA SINDROMA NACIONAL...
Através de um link do colega local O Ambiente na Figueira da Foz, fui conduzido a ler um excelente artigo de Pedro Bringe publicado na Ops! (revista de opinião socialista) deste mês de Julho. Nele faz um sintético relato do processo urbanístico da Ponte do Galante, considerando-o como um “case study” daquilo a que, com propriedade, chama de “sindroma nacional”.
Destaco desse artigo alguns excertos, que me parecem ilustrativos das suas conclusões .
(...) também na Figueira o interesse dos promotores imobiliários os motiva a impor à cidade edifícios cada vez mais altos, onde quer que se encontrem terrenos vagos, para empolar o valor dos terrenos em que assentam e assim captar mais-valias urbanísticas, mesmo que tal mutile a volumetria de toda a malha urbana.
Através de um link do colega local O Ambiente na Figueira da Foz, fui conduzido a ler um excelente artigo de Pedro Bringe publicado na Ops! (revista de opinião socialista) deste mês de Julho. Nele faz um sintético relato do processo urbanístico da Ponte do Galante, considerando-o como um “case study” daquilo a que, com propriedade, chama de “sindroma nacional”.
Destaco desse artigo alguns excertos, que me parecem ilustrativos das suas conclusões .
(...) também na Figueira o interesse dos promotores imobiliários os motiva a impor à cidade edifícios cada vez mais altos, onde quer que se encontrem terrenos vagos, para empolar o valor dos terrenos em que assentam e assim captar mais-valias urbanísticas, mesmo que tal mutile a volumetria de toda a malha urbana.
Para que um promotor consiga sacar mais-valias urbanísticas de uma avenida praticamente consolidada como a marginal da Figueira, duas manobras estão ao seu dispor: ou adquire um edifício de pequeno volume e solicita à autarquia alvará para o expandir, ou adquire um lote de terreno não construído a baixo preço e solicita alvará para o edificar.
Em ambos os casos o valor do prédio é instantaneamente multiplicado pela decisão administrativa de emitir um alvará, oferecendo ao proprietário aquilo a que os economistas clássicos chamavam um “rendimento imerecido”.
Até mesmo o pai ideológico do Liberalismo, Stuart Mill, condenava esta forma de enriquecimento. Fiéis ao pensamento daquele filósofo, os países mais desenvolvidos banem semelhantes tentativas de enriquecimento sem causa produtiva e designam-nos nos meios eruditos por “actividades de captura de rendas [urbanísticas]”, e nos meios populares de pura e simples “corrupção”.
As actividades político-económicas que produziram o caso da Ponte do Galante são, na sua natureza profunda e nos seus resultados últimos, idênticas àquelas que produziram a vasta maioria das urbanizações maciças e indesculpavelmente despropositadas que se esparziram pelas paisagens portuguesas das últimas décadas.
A Ponte do Galante é um mero caso particular de uma síndroma nacional que arrasou a economia e o território para beneficiar um grupo ínfimo de “promotores”.
As actividades político-económicas que produziram o caso da Ponte do Galante são, na sua natureza profunda e nos seus resultados últimos, idênticas àquelas que produziram a vasta maioria das urbanizações maciças e indesculpavelmente despropositadas que se esparziram pelas paisagens portuguesas das últimas décadas.
A Ponte do Galante é um mero caso particular de uma síndroma nacional que arrasou a economia e o território para beneficiar um grupo ínfimo de “promotores”.
Quinta-feira, Julho 16, 2009
A CARREIRA
(...)
Um jovem que chegue hoje a um partido político por via das "jotas" entra numa secção e encontra imediatamente um mundo de conflitos internos em que as partes o vão tentar arregimentar. Ele pode esperar vir para fazer política, mas vai imediatamente para um contínuo e duro confronto entre uma ou outra lista para delegados a um congresso, para a presidência de uma secção, para uma assembleia distrital, em que os que já lá estão coleccionaram uma soma de ódios. Ele entra para um mundo de confrontação pelos lugares, que se torna imediatamente obsessivo. Não se fala doutra coisa, não se faz outra coisa do que procurar "protagonismo" e "espaço político".
Se se deixa levar, ou pior, se tem apetência para este tipo de vida, passa a ter uma sucessão de reuniões e começa a pertencer a uma qualquer tribo, herdando os conflitos dos dirigentes dessa tribo e participando do tradeoff de lugares e promessas e expectativas de carreira. Não lhe custa muito perceber que neste meio circulam várias possibilidades de ter funções cujo estatuto, salário e poder são muito maiores e com menos dificuldades do que se tiver que competir no mercado do trabalho, e tiver que melhorar as suas qualificações com estudos e cursos mais árduos. Por via partidária, ele acede à possibilidade de ser muita coisa, presidente de junta, assessor, entrar para uma empresa municipalizada, ir para os lugares do Estado que as estruturas partidárias consideram "seus" como sejam as administrações regionais de saúde, escolares, da segurança social. E por aí acima.
Veja-se uma biografia típica de aparelho partidário. Nascimento num meio rural, frequência de curso, abandono do curso "por funções políticas", nalguns casos terminado depois numa instituição de ensino superior privada sem grande reputação de exigência. Típica profissão, por exemplo, "consultor jurídico". Pouco depois de chegar às "jotas" já é chefe de projectos num programa público, por nomeação de um secretário de Estado da juventude (o delegado das "jotas" no governo), adjunto numa câmara muncipal, depois vereador . Como vereador dirige-se para os lugares de grande confiança política, urbanismo, candidaturas a fundos europeus, contratos-programa. Depois acumula com as empresas municipalizadas. Está a caminho de ser deputado, e eventualmente secretário de Estado numa área em que também é necessário a máxima confiança partidária, juventude, segurança social, comunidades. Ele sabe o que tem que fazer: gerir lealdades e obediências, empregar membros do partido em funções de chefia, subsidiar aquela instituição de solidariedade nacional "das nossas", "ajudar" o partido na terra X ou Y, a começar por aquela de onde vem.
(...)
(Pacheco Pereira in PUBLICO do passado sábado, 11 de Julho)
(Pacheco Pereira in PUBLICO do passado sábado, 11 de Julho)
ERA UMA VEZ...
Era uma vez um Rei de um reino distante. Lá no reino também havia um Duque, senhor poderoso e ambicioso, que já fora íntimo de um Papa antigo. Mas como o Rei não queria ou não podia fazer ao Duque aquilo que El-Rei D. João II fez ao Duque de Viseu, o Rei procurava estar de bem com os seus súbditos, encarando a sorrir as ambições do duque. Assim lá se ia aguentando.
Um dia, foi preciso escolher alguém para ir representar o reino a Roma, numa visita ao Papa, a fim de lhe prestar vassalagem e lhe beijar a mão. O Rei queria ir visitar o Papa, mas o Duque achava que deveria ser ele, o Duque, a representar o reino e a beijar a mão ao Papa.
Então o Rei mandou reunir os seus súbditos junto à entrada do seu castelo altaneiro. E falou-lhes
assim : é preciso que o reino seja representado junto do Papa , e por isso, teremos de escolhar quem vai representar o reino ; gostava de ser eu, e acho que devia ser eu, por ser o vosso Rei; mas o nosso querido Duque também quer ir; de modo que tereis de ser vós, amados súbditos, a decidir, por votação democrática (o Rei era já muito democrático, o que naquele tempo era raro...) quem deverá ir.
Era uma vez um Rei de um reino distante. Lá no reino também havia um Duque, senhor poderoso e ambicioso, que já fora íntimo de um Papa antigo. Mas como o Rei não queria ou não podia fazer ao Duque aquilo que El-Rei D. João II fez ao Duque de Viseu, o Rei procurava estar de bem com os seus súbditos, encarando a sorrir as ambições do duque. Assim lá se ia aguentando.
Um dia, foi preciso escolher alguém para ir representar o reino a Roma, numa visita ao Papa, a fim de lhe prestar vassalagem e lhe beijar a mão. O Rei queria ir visitar o Papa, mas o Duque achava que deveria ser ele, o Duque, a representar o reino e a beijar a mão ao Papa.
Então o Rei mandou reunir os seus súbditos junto à entrada do seu castelo altaneiro. E falou-lhes
assim : é preciso que o reino seja representado junto do Papa , e por isso, teremos de escolhar quem vai representar o reino ; gostava de ser eu, e acho que devia ser eu, por ser o vosso Rei; mas o nosso querido Duque também quer ir; de modo que tereis de ser vós, amados súbditos, a decidir, por votação democrática (o Rei era já muito democrático, o que naquele tempo era raro...) quem deverá ir.
Mas...oh infame surpresa, os súbditos escolheram o Duque!. O Rei ficou a princípio muito perturbado e triste, mas depois de ouvir o seu santo confessor, resolveu declarar-se muito lisonjeado e comovido, após o que agradeceu aos seus súbditos a sua sábia decisão, a qual era uma clara prova de afecto e dedicação, pois assim expressavam bem a sua vontade de que o Rei permanecesse com eles, os seus dilectos súbditos, juntos dos quais tinha muito trabalho a desenvolver
E assim aconteceu, para alegria de todos e glória do Duque. O Rei ficou conformado e contente junto dos seus súbditos. Assim viveram todos, felizes e contentes, por mais alguns anos anos.
E assim aconteceu, para alegria de todos e glória do Duque. O Rei ficou conformado e contente junto dos seus súbditos. Assim viveram todos, felizes e contentes, por mais alguns anos anos.
Esta é uma história que o leitor poderá contar ao seu filhote ou ao seu netinho, para tentar que ele finalmente adormeça . Só que não se espante se ele, no fim de a ouvir, começar a repetir : “ e depois?...”
SILLY SEASON ( ESTAÇÃO PARVA) ?
Será tudo isto mera especulação paroquial, teremos voltado ao tempo de Carnaval, está tudo maluco, ou será que simplesmente entramos alegremente na silly season?
HÁ 40 ANOS
Faz hoje 40 anos, reuniram-se em São Pedro de Moel representantes das diversas sensibilidades da então Oposição Democrática. Chegaram a uma espécie de acordo, uma plataforma de entendimento, que ficou conhecida como Plataforma de São Pedro de Moel. Sobre ela se haveriam de constituir, em todos os distritos nacionais, candidaturas de oposição democrática para as “eleições” prometidas para o mês de Outubro de 1969. Vivia-se então a ditadura do Estado Novo, na altura numa fase mais soft, mas efémera, daquilo que ficou conhecido como “a primavera marcelista” . Faltavam menos de 5 anos para o 25 de Abril.
(clicar nas imagens para as aumentar)
Quarta-feira, Julho 15, 2009
ESTÁ COMO EU...
Carmona Rodrigues está como eu. Ver aqui. Também só sei, por enquanto, em quem não vou votar nas proximas eleições autárquicas . Vou também convocar uma conferência de imprensa para amanhã, às 14 horas, no meio da praia da Figueira, para declarar isso mesmo, e bem assim que não me candidato a nenhuma Câmara Municipal. Nem à da nossa paróquia, nem nenhuma...pronto.
Está convidada a imprensa local, regional, a blogosfera (local e nacional), a SIC Noticias, o Abrupto, a BBC, a CNN e a Lusa... Esqueci-me de alguém?...Espera lá..faltou-me referir A Bola e a GENTE!.
INCOMPATIBILIDADES E JUSTIFICAÇÕES
A Assembleia da República já teve este ano 73 sessões plenárias. O deputado Pereira Coelho esteve presente em 71. Faltou portanto a duas. Uma justificada por trabalho parlamentar, outra por razões de saúde.
A Câmara Municipal da Figueira da Foz teve até agora, este ano, 14 reuniões ordinárias, das quais ainda só 9 estão divulgadas no respectivo sítio da Internet. O vereador Pereira Coelho, por sinal a mesma pessoa que ainda é deputado, não esteve presente em nenhuma delas. Das faltas dadas, duas foram justificadas por alegadas razões de saúde e as restantes por alegado trabalho parlamentar
Todas as faltas foram reverentemente justificadas pela Câmara, por proposta do seu Presidente.
Ora de duas uma.
A Assembleia da República já teve este ano 73 sessões plenárias. O deputado Pereira Coelho esteve presente em 71. Faltou portanto a duas. Uma justificada por trabalho parlamentar, outra por razões de saúde.
A Câmara Municipal da Figueira da Foz teve até agora, este ano, 14 reuniões ordinárias, das quais ainda só 9 estão divulgadas no respectivo sítio da Internet. O vereador Pereira Coelho, por sinal a mesma pessoa que ainda é deputado, não esteve presente em nenhuma delas. Das faltas dadas, duas foram justificadas por alegadas razões de saúde e as restantes por alegado trabalho parlamentar
Todas as faltas foram reverentemente justificadas pela Câmara, por proposta do seu Presidente.
Ora de duas uma.
Ou o trabalho parlamentar de um deputado é perfeitamente compatilizável com a sua qualidade de vereador de uma Câmara Municipal, e então não faz faltas sistemáticas às reuniões desta.
Ou não é compatilizável, como sempre achei, e então não pode acumular as duas funções. E as faltas que der não serão ipso facto consideradas como justificadas, devendo tal ter como consequência a perda do mandato.
A menos que quem é Presidente da Câmara não lhe convenha nada, mesmo nada, estar a fazer ondas, a mexer na coisa e a substituir o vereador sistemáticamente faltoso. E vá justificando as faltas, a ver se o seu próprio mandato chega ao fim sem mais tropelias ou complicações...
Ou não é compatilizável, como sempre achei, e então não pode acumular as duas funções. E as faltas que der não serão ipso facto consideradas como justificadas, devendo tal ter como consequência a perda do mandato.
A menos que quem é Presidente da Câmara não lhe convenha nada, mesmo nada, estar a fazer ondas, a mexer na coisa e a substituir o vereador sistemáticamente faltoso. E vá justificando as faltas, a ver se o seu próprio mandato chega ao fim sem mais tropelias ou complicações...
TENTAÇÕES ELEITORALISTAS
A imagem acima reproduz um excerto de uma crónica de Sarsfield Cabral, no PUBLICO do passado dia 13. Transpira lucidez e bom senso. Devia suscitar reflexão em muitos dos nossos responsáveis políticos, tanto à escala nacional como à escala local. Aqui nesta nossa paróquia, também. Nos candidatos à Câmara Municipal, sobretudo.
(Clicar na imagem para a ampliar)
ÉPOCA DE SALDOS
Já teve início a época de saldos das promessas eleitorais para a escolha do próximo Presidente da Câmara da Figueira da Foz. Vamos a ver quem dará mais, e quem vai mais longe na sua imaginativa generosidade.
O candidato João Ataíde, proposto pelo PS acenou anteontem mais uns quantos “objectivos estratégicos”, “propostas estratégicos” , “projectos de grande potencial”, ou lá o que quer que seja e se pretenda chamar, como eufemismo, às chamadas “promessas eleitorais” .
Ora vejamos, já cá cantam :
- a requalificação da zona ribeirinha
- uma Pousada da Juventude
- a requalificação do Bairro Novo
- a requalificação do Mercado Municipal
- um parque temático
- um Centro de Investigação Científica
Haverá mais. Deste e de outros candidatos. O Quinto Poder estará atento e cuidará de manter o inventário actualizado.
Já teve início a época de saldos das promessas eleitorais para a escolha do próximo Presidente da Câmara da Figueira da Foz. Vamos a ver quem dará mais, e quem vai mais longe na sua imaginativa generosidade.
O candidato João Ataíde, proposto pelo PS acenou anteontem mais uns quantos “objectivos estratégicos”, “propostas estratégicos” , “projectos de grande potencial”, ou lá o que quer que seja e se pretenda chamar, como eufemismo, às chamadas “promessas eleitorais” .
Ora vejamos, já cá cantam :
- a requalificação da zona ribeirinha
- uma Pousada da Juventude
- a requalificação do Bairro Novo
- a requalificação do Mercado Municipal
- um parque temático
- um Centro de Investigação Científica
Haverá mais. Deste e de outros candidatos. O Quinto Poder estará atento e cuidará de manter o inventário actualizado.
Terça-feira, Julho 14, 2009
LISBOA, LISBOA, AI LISBOA...
Na fantástica e surrealista entrevista que Santana Lopes acaba de conceder à RTP1, o ilustre entrevistado rematou-a da seguinte comovente maneira, mais vírgula, menos vírgula :
"Lisboa, Lisboa, só Lisboa. Agora só me interessa Lisboa, Lisboa, só Lisboa. Estou convencido que durante os próximos 8 anos, se Deus Nosso Senhor quizer, estarei a trabalhar por Lisboa!..."
ORA AQUI ESTÁ...
...uma boa notícia. Para os lisboetas, e não só. Já aqui me tinha referido ao perigo...
AS APARÊNCIAS E AS CORES DOS CANDIDATOS
O espectro da luz visível vai do violeta ao vermelho, passando pelo azul, pelo verde e pelo amarelo.
A candidatura de Daniel Santos à Câmara Municipal da Figueira da Foz escolheu o verde. Talvez porque, quando associado ao amarelo, tal componha o conjunto das cores da Figueira da Foz. Dirá que não, que é a cor da esperança. Só que nisto da esperança é como a água benta ; cada um toma a que quer.
O candidato do PS, o juiz João Ataíde das Neves ( dou-lhe direito a 3 nomes...) escolheu o azul, sem quaisquer matizes de vermelho ou de rosa, como se compreenderia e quase exigiriam os socialistas da velha guarda , dado o património histórico do partido que localmente o escolheu. Talvez seja para fingir que a eleição a que se propõe não é, também, um pleito político partidário, no qual um juiz não deveria entrar. Fingimento que não é nada que o PCP não tenha feito e faça, escondendo-se, por calculismo eleitoral, à sombra da sigla CDU, também pintada em cor azul, aparentando estar coligado com uma ficção que dá pelo apelativo nome de “Verdes”...
Falta agora saber que côr escolherá Duarte Silva para a sua candidatura. Não lhe restam muitas alternativas. Vermelho ou rosa decerto não escolherá, para não haver confusões. Amarelo não conviria, é a cor da indiferença, se não mesmo da tibieza. Laranja, poderia ser, não fora a circunstância do candidato desejar demarcar o seu nome de todas as trapalhadas e tristes espectáculos que nos últimos anos foram acontecendo nas hostes laranjas figueirenses. Aliás com a sua complacente incapacidade de dar um murro na mesa, quando fosse necessário.
O espectro da luz visível vai do violeta ao vermelho, passando pelo azul, pelo verde e pelo amarelo.
A candidatura de Daniel Santos à Câmara Municipal da Figueira da Foz escolheu o verde. Talvez porque, quando associado ao amarelo, tal componha o conjunto das cores da Figueira da Foz. Dirá que não, que é a cor da esperança. Só que nisto da esperança é como a água benta ; cada um toma a que quer.
O candidato do PS, o juiz João Ataíde das Neves ( dou-lhe direito a 3 nomes...) escolheu o azul, sem quaisquer matizes de vermelho ou de rosa, como se compreenderia e quase exigiriam os socialistas da velha guarda , dado o património histórico do partido que localmente o escolheu. Talvez seja para fingir que a eleição a que se propõe não é, também, um pleito político partidário, no qual um juiz não deveria entrar. Fingimento que não é nada que o PCP não tenha feito e faça, escondendo-se, por calculismo eleitoral, à sombra da sigla CDU, também pintada em cor azul, aparentando estar coligado com uma ficção que dá pelo apelativo nome de “Verdes”...
Falta agora saber que côr escolherá Duarte Silva para a sua candidatura. Não lhe restam muitas alternativas. Vermelho ou rosa decerto não escolherá, para não haver confusões. Amarelo não conviria, é a cor da indiferença, se não mesmo da tibieza. Laranja, poderia ser, não fora a circunstância do candidato desejar demarcar o seu nome de todas as trapalhadas e tristes espectáculos que nos últimos anos foram acontecendo nas hostes laranjas figueirenses. Aliás com a sua complacente incapacidade de dar um murro na mesa, quando fosse necessário.